poetas operários de letras
esta na hora mais que certa
deixem-se de tretas
usem a linguagem correcta
ensinem as gerações
que a luta sem paixão
não aquece os corações
sedentos de pão
a fruta que nos roubaram sempre
é nossa por direito
e se houver uma bala que entre
que venha direita ao peito
ao menos mata
não engana
professores do regime
sofrem de esgana
o aluno deprime
a liberdade sana
sois podres e fedorentos
gritem alto que vale a pena lutar
vale a pena mudar
terça-feira, 30 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
escrita de sangue

este poema senhores poetas e poetisas
não foi feito para ser acarinhado
tem espinhos cravados em peles caídas
ensanguentadas por lambidelas adaptado
falo com uma faca espetada no bucho
que me expõe as tripas fedorentas
saem com fel palavras de repuxo
que exacerbam hostes pestilentas
escrevo com a cor do sangue da minha nação
na esperança dividida por causa nobre
parem poetas frívolos de tanta paixão
insuportável angustia desta escrita pobre
caros poetas e poetisas com a liberdade em estandarte
escrevo como vomito
decerto não é arte .
longa é a estrada

quero dizer-te que ainda espero po ti neste lugar sem ter mudado nada absolutamente nada quero subir ao alto da pedra mais alta gritar em voz ensurdecedora fazer os rios pararem com dores nos rins quero dissipar o nevoeiro das árvores espessas quero tocar piano nas nuvens quentes quero ter o teu sorriso enquanto espero ainda por ti quero que depois de quedada a ultima folha de outono depois da neve de inverno sóbrios de manha na serenidade do alvorecer saibas que definitivamente espero por ti . |
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