domingo, 26 de julho de 2009

pudera eu la estar para ver!!

la vou eu de mao dada com a burrice
sempre a par com a minha condicao
houve quem me dissera juncosamente
que a corda que trago atada ao pe saiu
e de fora a fora eu sangrei meu coracao
nao pensei que se tornasse a velhice
um tao disparate digo-o sinceramente!
se ficam aborrecidos ?
e a nova que pariu?

atravesso uma parede de um salao silencioso
rasgo os panos ,espreito a janela
e a par com a maquina do tempo caio
desmonto-me e embrulhu-me numa caixa de lata velha
que me guardem num sotao e com sorte um dia
uma crianca brincando podera talvez
montar o velho brinquedo e divertir-se a valer
ah!
pudera eu estar la para ver !!



manesflama

segunda-feira, 29 de junho de 2009

para ti meu amigo

podes dizer adeus quando eu partir
pois sera a ultima vez que nos vemos
tudo o que tem um comeco tem um fim
e na despedida fa-lo a sorrir
porque agora eu vou onde ja nao ha medos
e recorda com ternura tudo o que ha em mim
e recorda mas sempre com muita alegria


fomos uma vida cheia de cenas surreais
partimos a loica toda, recordas-te?
num ultimo esforco te peco amigo!
nao facas estupidos rituais
sonha com nos dois somente
que sorrir e tudo o que conssigo
que algo mais sera tempo mais que perdido

manesflama

domingo, 28 de junho de 2009

vergonha

sentei-me numa taberna de uma rua velha e suja
olhei para o lado e numa mesa distante a converssar baixinho de maneira suspeita
um imberbe rapaz e um outro que nao sei
sem desviar o olhar fingia de mentir ouvindo
supreendido reconhecendo-os finalmente
o rapaz nao e estranho
mas o homem era um lutador um ...
agora e pedinte esta a pedir esmola de mesa em mesa e chegou agora a minha vez
levantou-se veio ter comigo nao fui capaz de olha-lo na cara
levantei-me fui-me embora
nunca mais vi o pedinte
nunca mais olhei para alguem em meu redor
morri de vergonha
manesflama

amor V odio

vieram os dois para a praca publica .um de pijamas as riscas outro de calcao rosa e blusa branca .desafiaram-se mutuamente perante uma plateia de estrelas .do desabafo a calunia passando pela ofenssa e ja a madrugada ficava denssa .canssados da balburdia causada e de ser tao tarde de madrugada ,voltam costas e com desprezo dizem um ao outro :-nao me voltaras a ver ...-ah que sensacao amargurada ...em cinismo respondeu perante tal afronta fica o registo de espantar ,que nunca saiu vencido e o que fica sem aceitar, a cada encontro dos dois so resta ter esperanca! e que uma madrugada saia em pijama loucamente ,e depare, na praca publica com o que devora a gente mas loucos e desastrados estes dois serao sempre e se aceitarem o desafio nao havera que os aguente !
manesflama

quarta-feira, 13 de maio de 2009

possivelmente...



um homem que trabalha 
um homem que perde o dia 
um homem que abafa o silencio 
um homem que nao sustenta o perigo
 
desce a rua e tremendo vai
sem medo com fome vai
com o penssamento no amanha vai
lutar males bem conhecidos vai

de cabeca no chao chega ao local de sempre 
de cabeca no chao ve as pessoas de sempre 
de cabeca no chao faz as suas tarefas de sempre 
de cabeca no chao regressa a casa como sempre 

cansado torturado humilhado senta-se 

mas 

sorri e brinca com os filhos 
sorri e beija a mulher 
sorri e janta a mesa com a familia e um amigo
sorri e feliz vai-se deitar 

canssado feliz e alimentado 

descansa

sonha com o dia seguinte 
sonha com um amanhecer diferente 
sonha com uma realidade irreverente 
sonha e sorri a dormir ...

possivelmente ...
possivelmente ...
possivelmente...
possivelmente ...

acorda e o dia comeca 
novamente .





quinta-feira, 30 de abril de 2009

com a mao pousada no queixo na minha janela aberta

com a mao pousada no queixo na minha janela aberta 
vejo o mundo que corre la fora a um ritmo louco
sinto que algo se passa e eu tao serenamente apatico
com a mao pousada no queixo na minha janela berta 
vejo que vejo pouco e sinto que sinto pouco 
la fora algo acontece que nao percebo e que me deixa louco
vejo homens e mulheres criancas e automoveis arvores e passaros 
jardins e gatos autocarros e bicicletas comboios e nuvens 
sinto amor e frio calor e azafama ruido e sobressalto 
com a mao pousada no queixo na minha janela aberta 
a morfologia das coisas a patetice do que nao imagino 
vejo que nao sobra nada se retirar alguma das coisas 
vem um homem e mata um outro homem a demencia 
 a tristeza da descoberta do sentido dessas mesmas coisas 
o vazio deixado pelo sangue por tantos derramado 
a impotencia de ser algo fragmentado disforme 
com a mao pousada no queixo na minha janela aberta 
que por vezes esta fechada que por vezes nao quero abrir 
mas passam dois miudos na rua  a brincar e a sorrir 
as coisas mudam de cor e a alegria comeca a fingir 
como o sol que brinca com as nuvens e nao as deixa subir 
como o som do bater das asas de um pombo que voa so por prazer
como o amor que um casal sente antes de se corromper 
como o vapor que aquece a caldeira da maquina a vapor 
do tempo quenao controlamos 
com a mao pousada no queixo na minha janela aberta  
das accoes que nao desejamos 
dos predios enormes que crescem ao redor 
dos corpos apodrecidos na lixeira da existencia 
no farrapo que so eu vejo la fora 
que ao contrario me condene se for farssa ou cobardia 
mas desejo que chegue breve tao desejado dia 
em que os homens descubrirao somente  inocentemente 
que a forca que mede o homem essa nao tem demasia 
o dinheiro esse sim usado pela peste 
vai matando o que vejo ate que nada reste 
e o mineiro cultural que escava o conhecimento 
que divulgue o segredo desta civilizacao agreste 
com a mao pousada no queixo na minha janela aberta 
sinto que perdi forca mas ganhei uma confusao
a mesma que infesta as mentes da multidao
que se vende que se prostitui sem que mereca perdao
com a mao pousada no queixo na minha janela aberta .

quarta-feira, 18 de março de 2009

tu


ouvi um barulho e fui a minha janela 
o reflexo que vi nao foi mais preto do que nada 
tentei perceber o que tu pensaste 
tu que amarras a corda ao pescoco
 e sem demora a desatas 
se tu pudesses por essa corda e nao saltar dela como quem tem raiva 
se ao sentires a forca que sai de ti
e cai 
a tua cara o teu pensar 
seria talves pedir demais
 tu que saltas do comboio em alta velocidade e esbarras a cara na terra quente 
tu que pariste uma primavera de sabor escaldante e olhos de prata 
seria sem duvida a prenda mais bela de toda as prendas 
corrompidos pelo alarme da sabedoria o desgosto de existir 
o coracao de pedra flamejante em que tu te encerras 
cai do trilho uma so vez
 de vez!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Sonhei sem querer sonhar















Sonhei sem querer sonhar .
Com um beijo de sabor intenso .
Com um amanhecer a teu lado .
Sonhei sem querer sonhar .
A memoria de estar contigo .
Numa manha de ternura partiste .
Saudade que deixaste .
Desejo nao mais acordar.
Neste mundo de maldade .
De madrigais de desprezo.
A sina de te deixar no sonho inacabado.
Aumentou o desejo de te ter acordado.
O perfume do beijo imaginario.
O toque de seda recordado.
O cheiro a sol da casa do sonho.
O caminho precorrido do tempo contrariado.
Se passo ao lado ,que outro eu te encontre .
Numa luz de desejo guiado.
Que seja o caminho encontrado .
No real imaginado.
Sonhei sem querer sonhar .
Que nunca estive acordado.

simplesmente viver

(este poema foi cedido por alguem ,bonito e cheio de sentido mesmo a sua imagem . obrigado.)


Compreendi que viver e ser livre .
Que ter amigos e necessario.
Que lutar e manter-se vivo.
Aprendi que o tempo cura .
A magoa passa .
Que a decepcao nao mata.
Que a depressao passa .
Que hoge e reflexo de ontem .
Que os verdaddeiros amigos permanecem.
Que a dor fortalece .
Aprendi que sonhar nao e fantasiar .
Que a beleza nao esta no que vemos .
E sim no que sentimos .
Que o segredo da vida e...
Simplesmente viver .


quinta-feira, 6 de novembro de 2008

a parar

serei falso?
se nao disser o que sinto!
impulso que me revolta
nao ser capaz nem por um momento
de fingir e brincar
sou um pulha que investe
na verdade absoluta
crianca que baralha cartas da vida
e mistura dor e paixao como uma puta
trabalhando sem parar,
neste lixo inacabado
fernezim sem precedente .
vejo homens a lutar para roubar o que e decente
passo tempos a olhar uma estrela que nao vejo
saltimbanco ,malabarista .
tabernaculo, fingidor .
mas a vida e sempre assim .
e paro!

paciencia


 
remeto ao desconhecido 
de dentro de um mar de pedra 
que enclausura abrupta a minha alma 
se e que ela existe ?
questiono aos deuses, que verdade os resguarda ?
porque bacas paredes se revestem ?
deixam-nos a nos mortais duvidas sem resposta 
castelos de fe ?
mais dura que a pedra mais dura 
sera que nas linhas do destino nao esta contemplado a reuniao com o presumivel criador ?
fora a reuniao maior do que a dor 
na fortificacao em que remetido esta 
o presumivel corre o risco da inesistencia 
e a nos resta ?
ter paciencia !

eu e os meus panos quentes

em conversa de amigo fiquei um pouco espantado
quando me disse quem era nem achei que poderia 
confessou-se Prometheu,ser um operario malfadado
acusado de ladrao,de boemio,de aprendiz de olaria.
ah ! mas nao esperam p'la demora !
disse em jeito de frustrado.
acalma-te bom amigo a vinganca nao te leva a nehum lado....
qualquer patrao reagiria desolado.
acabou por ser Athena a deusa e o pobre difamado.
mas de amor nao me acusam de nao ter!?
pois isso e verdade isso e verdade ....
e em converssa de amigo fiquei mais aliviado.

uma cancao

cinco moedas de ouro 
por ser ouro e tesouro
oico ecoar um estouro 
de uma cornada de touro!

arco de pua e tu 
finco o dente na almofada 
o estridente som alude assim
erramos nesta estrada 
ao encontro da eterna madrugada 
feita de chuva e sol alternados de poesia 
testa amachucada num chao de pedra fria 
e passados seculos de teimosa aberracao 
dou comigo a fingir poeta de coracao 
como cabra a bramir num desespero tal
que denota os sentimentos disfarcados de situacao
sou aquilo que quis ser nao encontro outra explicacao
mas que humilhacao nao poder ser diferente !
e ter de representar no palco da desilusao.
mas nao quero desistir e sempre que possa e me deixem !
como o operario sua !
eu cantarei uma cancao.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

over a troubled afternoon



I've passed a long long way
I've seen things time will say
troubled minds along the big river
the bitter skin of a rotten worm
the passionate flute that wiggles
notes of a wisdom lost in memory
all along the stars for me
infused with spells of love
will bring you up from the deep deep sea
the day i arrived as the legs shacked
from the long journey
to a troubled afternoon

domingo, 20 de abril de 2008

basta de palermices


de palermices basta
fora as encomendas
que nao sejam rendas
e de boa casta
algeroz de barro
e cantaro de palha
um belo carro
e um tanto de tralha
que nao falte caganeira
arroz doce com canela
dose certa de parvalheira
e arroz com carne na panela
casaquinho de trez botoes
com sapato a condizer
uma mao cheia de baroes
que se regalam ao comer
ah mas que delicia
que e ver tais comensais
aos que morrem de etricia
premeados de funerais
mas nao falta ferramenta
pois que trabalho dignifica
homem sem lavoura e tormenta
carne podre camera frigorifica
e por la ao abandono
triste sozinha amargurada
tem uma pessima vida
que amorte lhe chegue em abono
numa linda madrugada

de madrugada


andava descalco com os pes bem doloridos
pisava o chao quente das estradas de pedra
sentia a pedra mas nao os pes estranho
era lento demais para poder sentir o frio
confuso com tudo isto caminhava parei
e foi que avistei
nao sei bem descrever
nem sei se nao era alucinacao
mecanicamente talhada
imagem rustica era
suja e rota acho que era
ai que tormenta
estarei a ficar louco
mas que pergunta eh eh
solucei matei outro
nada que atormente
parei a porta daquela casa
fiquei la e por la
olhei de novo e
ainda la estava
que frio que frio
que frio

sexta-feira, 18 de abril de 2008

ao chegar a ser

deixa-te levar por uma sede de liberdade
deixa-me tomar um trago dessa vontade
deixa-te embeber dessa vaga de ansiedade
deixa-me pertencer ao sabor da verdade
e depois sorri
e depois danco
e depois afaga
e depois desmaio
vamos ser um campo cheio de terra por lavrar
vamos ser o espaco que todos querem conquistar
vamos ser uma estrela onde paramos para nos acariciarmos
vamos ser o oposto da razao o reflexo da existencia
somos o grito da rebeldia
somos zombies de dia
somos uma camcao de amor
somos tudo tudo tudo
quero ver suar as lagrimas
quero que o sol me beije
quero ver o amanhecer
quero ver chegar as andorinhas
tenho medo de ser tarde
tenho raiva de alcancar
tenho forca de mil homens
tenho sede de te ver

quarta-feira, 26 de março de 2008

ha uma estrela assim eu sei

foi assim desde que te vi
os desejos que tinha de ti
e fui sempre ao mesmo lugar
procurando puder-te encontrar

aos olhos doce de mel
que as estrelas agora reteem
peco incansavelmente assim
achando que eles me veem

nesta busca inpertinente
encontro-te so em sonhos
que acordado e tao somente
desejo ver tao doces olhos

que deles sorrindo fosses
sempre bela mas inocente
amando homens irreais
fantasiando brutalmente
ah!se tu pudesses?
olhar-me uma vez mais !

terça-feira, 18 de março de 2008

A MORTE

para quem nunca sentiu
o cheiro perfido da morte
ele abafa os sentidos
queima a vida
lenta e dolorosamente
e um cheiro a podre
uma presensa
sempre
putrefacta
rebenta em furiosas ulceras
rouba as veias
tapa a respiracao
e leva a vida de vencida
num apice
e o perfume de petalas de rosa
que inspira os poetas
desaparece
num apice
e dor e sofrimento que
ao aparecer acaba
com o sofrimento
provocado
por si mesmo
e um falso misterio
insipido
e tortura e martirio
nao teme nada e
sai sempre de vencida
e um cheiro maligno
por vezes conseguimos
engana-lo
ou
ignora-lo
mas nunca
nunca
jamais
o esquecemos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

instinto

nao sou escritor erudito
nada do que escrevo e academico ou ensaiado
dou erros de ortografia e sou mal acentuado
sou de poucos recurssos monetarios
e para alguns ate sou maldito
escrevo e pronto
como nao sou das letras sabio
as palavras saeem soltas
como o suor dos operarios
de um poema faco um conto
de um soneto um arrepio
e nunca tenho rimas prontas
musicalidade nem sinal
que as silabas me perdoem
esta minha incapacidade
nao sou la grande coissa ja sabem
mas que nao o faco por mal
nem teria veleidade
sou um mero animal

domingo, 24 de fevereiro de 2008

a amizade

nao quero ser inventivo na descricao desta palavra
nao quero ser repetitivo no suposto sentir da mesma
somente me questiono das vezes em que e usada em vazio
dos altares que lhe sao feitos meras fantasias
nao ouso sequer pertencer a essas engenhosas coisas
multidimensionais que confundem baralham atrapalham
a mera distancia entre a vida e amorte
os opostos sempre juntos
o amor e odio
sinto cansaco sinto frio
sede e fome
calor e riso
a faca no peito afiada a romper a carne
e o sangue a correr
o corpo a cair
e tudo a comecar de novo
la detras das sombras onde a noite abraca o dia
e saimos encantados da mentira a que somos sujeitos
do que aceitamos e que pedimos por tudo que seja verdade
que o som dos meus gritos ecoe pelas veias dos vivos
e que o reflexo enalteca os mortos
e que nunca ninguem deixe de falar sobre a amizade

pedra perdida

na rua onde moro que e como outras iguais
parei interrompido por uma pedra que estava a chorar
e continuei
nao dei atencao pois achei eu que as pedras nao choram
as pessoas que passavam so passavam e passavam
uns fumavam outros converssavam outros traziam jornais
so para ter a ceteza decidi voltar
e voltei
parei interrompido por uma pedra das que perguntam
se eu achava que as pessoas eram todas iguais
nao dei atencao pois eu estava a procura de uma pedra que estava a chorar
e procurei
procurei
procurei
e nunca mais encontrei a pedra que achei que estava a chorar .

sábado, 9 de fevereiro de 2008

rosa branca

do compasso que descreve a vida
tres estorias vou contar
uma de uma rosa branca
outra menos triste
e uma que acabei de inventar

comeco pela menos triste
que decerto vai gostar
e que descreve coisas belas
sem intencao de encantar
uma mulher de sete pernas
foi parir de oito meses
deu a luz um belo homem
guerreiro forte e audaz
padeceu inocente lutando pela paz
passemos a rosa branca
que era do meu jardim
floresceu de madrugada
veio o dia e ficou vermelha
como pode a luz ser tao cruel
um sentimento descrevo agora
na estoria que inventei
copiando a engenharia das coisas
fiquei aterrado frio de gelo
que acho que nao e realidade
acordei de um pesadelo

fragil

sento-me na minha cadeira velha e leio
um belo poema de verssos transparentes
deixo-me levar ao som da melancolia
recordo dias em que tarbalhava ate tarde
a espera de alcancar algo que enaltecesse
a minha forma egoista de pensar
foi que me veio a memoria uma bela imagem
que nao ouso esquecer e que de certa forma
retrata o que de inexplicavel pode acontecer
era ja tarde e teimava em continuar a ler
e a fazer de conta que a sua presenca era singular
que bastariam devaneios breves e tudo seria diferente
que engano
descia as escadas de forma suave
pernas tremulas e esguias
um busto imponente de formas bem defenidas
pousava as maos de uma pele doce e fragil
no parapeito que dividia as escadas de uma varanda
e la descanssava e partia suave
era asiim o principio de mais um fastidioso dia
saber o que possa fazer de certo so me atrevo a adivinhar
a realidade supostamente nao me agradaria
o dever de encontrar respostas brutais que desmascarassem o seu dia
e era como quem nao ve
voltava do seu encontro com a fragilidade adormecida
serviria de esquizofrenia a sua disputa da vida
e avancava
fiquei a admirar a forma ligeira dos seus passos
sem dar importancia ao peso que a sua consciencia transportava
e ia todos os dias ver e nunca cheguei a perceber
porque deste desencontro forcado desta desmarcacao
e ainda pensso que deve ainda hoje ser a mesma .

domingo, 20 de janeiro de 2008

e tu...

depois de la estar e que senti
senti o amargo de poder partir
voei com asas de prata e luzes vagas
na vileza do maio nunca alcancado
uma madrugada adocicada ao consciente
roubada a infamia do que eu fora
e as ruas me diriam sempre em voz unissona
a minha passagem breve e melancolica
que eu assumira uma fortaleza a qual elas nao percebiam
e tu ,e eu , nos limitar-nos-iamos a fragilidade
conversei com as sombras da noite que nao se aperceberam
e eu , e tu
furei a camadas de vento que de dor queixando iam
serenas ,procurando ,dsabafando,sentindo
e eu ,e tu.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

nao posso parar de olhar para esse teu vestido
nao posso parar de te pensar de tao formal dia
nao era de estranhar que suave ingenuo pedido
nao foi a lagrima molhada e luz reflectia
o contorno fatal misto cego vermelho
o desconforto de sonambulo escuro asco
maldicencia escocear do vento de novas iras
pois o tempo nao se guarde em frascos
nem o odio se corte as tiras
dancem o festivais da demencia
lutem de redes e arpoes forca aos pescocos traidores
e eu volto e digo bem alto
nao posso parar de olhar para esse teu vestdo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Prado. E.

ao sugerires um dia que eu fosse beber do mar
toda a agua todo o sal todo o ar todo o iodo
ao sugerires um dia puderes fazer parte
dos meus verssos e neles assombrares
todas as noites que passo a pensar em
fazer de ti a minha fonte de inspiracao
farssa que corroe as minhas veias e sufioca o meu ser
e sinto-me cansado como se trabalhasse dias a fio sem parar
como os operarios como os politicos como as forcas quimicas
mas nao deixo de pensar em ti
mas nao deixo de querer estar contigo
mas nao deixo de te imaginar minha
e nao penso
e nao estou
e nao es
ja pensei em beber toda a agua e secar todos os mares
ja fiz do dia noite e da noite dia
e falhei
e voltei a falhar
sou um falhado
sou um maltrapilha
sou um idiota
sou idiota e ando todo contente
ah ! que ilusao o amanha
a desilusao de manha .

es tu ou sou eu?

a forma mais estranha e bizarra de de que de ti me lembro
e de estares sentado naquele sofa velho forrado a pano
e la passares tempos interminaveis a pensar ou a viver no teu mundo
inevitavelmente dou por mim a tentar perceber o que te faz assim
o que e que possas ter que faz com que as pessoas te vejam diferente
que bastam alguns minutos de converssa e parece que ja fazemos parte do teu mundo
embora de uma forma muito distante mas mesmo assim fascinante
sei que nao tens crencas religiosas que te emocionas com as coisas humanas
que falas de arte e do trabalho como uma so forca intenssa forma de vincares a tua posicao
por vezes es bruto magoas e sais de ti de uma forma animal revoltado e sincero
a minha subtileza deixa-te triste e nao consegues passar esse malvado ser
para ti nao passo de outro grande universso sim porque para ti um ser e um universso
sentarme-ei naquele sofa e esperarei por ti todos os dias e se nao adormecer dirte-ei tudo o que penso de ti.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

para ti minha irma

de busca aos anos passados
as memorias que ficaram
deixariam marcada a figura
qual guache esbatido em tela
pinceladas de tinta aos montes
espatuladas assim figuram
desenhando lembranca pura
dois irmaos de bracos dados
os segredos que mormuram
sao assim relacao forte
brincadeiras a luz de vela
que roubam vida a morte dela
na pintura que se forma vaga
faz do pintor um sabio do presente
navegador cansado do infinito
so, pintando vai ,vai dizendo
alma mais quente que o sol
os segredos que mormuram
dois irmaos de bracos dados
desenhados no papel ganham vida de graca
eram prova do artista
que se esmera a dar as palavras a vida que nelas pinta
e furioso em acto de vilania ,
vende a obra em leilao de caridade
os dois irmaos de bracos dados
chorando pediram ao pintor
que nem que voltasse a pintar
-nao desenhes a nossa dor

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

o fim assim

longe de tudo estamos ,das casa das pessoas das ruas e dos seus ruidos ,estamos de tudo bem longe.

poderia ser uma forma de lamento
poderia ser uma forma de sofrimento
poderia ser uma forma de imaginacao constante

um ruido
um ser perdido

um oasis coberto de jasmim e flores de seda
um paraiso no sonho que se torna disforme no sono profundo

a cidadania nobre das moleculas de odor
a melancolia translucida do homem predador

faminto voraz soberbo individualista
a soberania exerce uma tremenda forca confiada a si mesmo
e por de traz da sombra cai em dor mortifera

e capaz de tudo dos olhos vermelho sange a lembrar coagulos de fogo
sai o terror como vomito em rompante

o animal esta morto
o animal esta morto

celebra-se o evento
canta-se o acontecimento.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

assim sera

sempre convivi com a sensacao de que estar certo nao dava certo
de que cquestionar seria melhor do que dar por conquistado um espaco no desconhecido
uma erva que aflora no deserto
um fio de agua que evapora sem ruido
um ohar deconfiado sobre tudo o que me rodeia
um admitir electrico do curioso desvendado
irracionalidade espontanea que escoceia o pensar
devastando as imagens obtidas no seio da alcateia
que deixa preplexo qualquer mesmo o mais desmamado
contraditorio ou louco objecto de luxuria no desvendar
da mensagem menos sobria ao descrever de nocoes
alimento a secura das palavras que ao ler dissipam
as lendas minunciosas que imortais e anciaos
dao cor e vida aos enfermos do pensamento
corroidas emocoes
vertebras incandescentes
espadas de gume bem afiado
que rematam o momento
ai que vou aos trambulhoes !
e jamais serei perdoado
que escrevendo vou desabafando
e do buraco negro sem sombras abro-te as maos
suadas gretadas e reveladoras das mais ferozes verdades
e intransegentemente
so assim sera

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

breve memoria

chegando assim a casa da minha tia
fiquei muito espantado com o que la se fazia
depois de me compor e com muita subtileza
comecei a perguntar dando a volta a questao
nao evitando a parodia nem sequer a confusao
da verdade intransponivel dos olhares a mesa
onde tudo regelou com tais pueris jogos
e dos olhares so saiam faiscas de grandes fogos
acalmados os animos com as minhas fantasias
assim ficaram tambem todas respostas vazias
ninguem sabe ao certo o que se passou nesse dia
em que cheguei assim a casa da minha tia .

manes flama: certo dia ...

manes flama: certo dia ...

certo dia ...

ola bom dia como esta ?
perguntei um dia de inverno ,
como a vida e simples... ,sera?
as cores de um dia taciturno
tipico da epoca do triste encontro
nao penses que te safas !
deu em jeito de ultimato
poderiamos talvez conversar?
negacao abrupta de maos dadas
tocado o inverso posto de parte o sapato
retirada a seiva do suposto
seguindo viagem na sua imensidao
o imediato assustava !
no horizonte a calmaria
ja ninguem se atreveria
ja ninguem axincalhava
o ruido isurdecedor ja nao se manifestava
ola bom dia como esta?
converssa acabada !

sexta-feira, 18 de maio de 2007

num amanhecer tardio

vivo numa casa de palhas .
armei o cerco a vida que tenho;
fragil, magica , encantadora!
embolorada de fetidas sombras ,
como livros que vao dizendo o
conto de fora para dentro.
das paredes escuras fechadas ;
por vezes sombrias, iluminadas, somente
pelo desvendar de sonhos inacabados ,
dos aventureiros da virtude!
e la estou eu a fitar as tabuas
como se tratasse de um tal misterio desvendado
que sai da luz das palavras que compoem o texto
do fertil amanhecer.
da pele queimada pelo abrasador sol que passa
de socalco entre os dedos das nuvens que olhamos distante,
bati com a mao no banco de madeira !
tao sujo e gasto em que me sentei
um dia de sol quente
e fiquei a espera de ti.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

transtornados ,ou sera transformados...sei la!

recordo o local da minha infancia
o espectro da vida a preto e branco
que em todas as criancas padeceria
em um colorido fernetico de inventor manco

eramos como soldados de um exercito sem bandeira
inocentes criadores de formas de abstrato
de um pouco, que nada era, se fazia brincadeira
da lata de atum ,um carro,dos galhos da arvore, o abrigo
de nada se fazia de tudo o que tinhamos ,conquista de perigo.
o medo era vago
raras as averssoes
forte sentir da vida
depois de viver tudo isso
depois de assistir a toda a trajedia
depois de velar corpos aos quais a vida roubou a vida
quase desejada quase amaldicoada
que pena que e recordar
que alguma vez eu la estive

a ser

recordo o local da minha infancia
o espectro da vida a preto e branco
que em todas as criancas padeceria
em um colorido fernetico de inventor manco

eramos como soldados de um exercito sem bandeira
inocentes criadores de formas de abstrato
de um pouco, que nada era, se fazia brincadeira
da lata de atum ,um carro,dos galhos da arvore, o abrigo
de nada se fazia de tudo o que tinhamos ,conquista de perigo.
o medo era vago
raras as averssoes
forte sentir da vida
depois de viver tudo isso
depois de assistir a toda a trajedia
depois de velar corpos aos quais a vida roubou a vida
quase desejada quase amaldicoada
que pena que e recordar
que alguma vez eu la estive

eternidade

por mais que seja assim
e te veja sempre sempre
eternamente tu
rasgo todas as cartas escritas
que desmaiam ao ser lidas
cansam os olhos de ir
presos aos versos dedicados
a ti... a ti...
desces a rua
vejo-te
sinto-te
venero-te
e la no fundo do poco
la
afoguei o corpo
as pedras negras
humidas emboloradas
olham-me e culpam-me
evito-me
desprezo-me
sinto que te perdi
algo me diz que estou certo
percebo da loucura a que estou condenado
que recluso nao posso ser
a morte e so ela me liberta
causa deste afecto fatal
e o perfume das flores da escuridao
passsa por ti e diz de quanto sempre serei teu.

sábado, 6 de janeiro de 2007

sussurrar de ouvido

vou caminhando no passeio da solidao
de ca pra la solto pela imensidao
de ser esvasiado da perguica emocao
ando acorrentado com facas afiadas
ao peito descoberto correndo o gume pela carne podre
sofro a demencia do prazer que os vermes sentem
ao devorarem a carne apodrecida dos cadaveres da evolucao
em orgia banal que cumpre o seu destino
fundamental e propositado sinto o calor humano
tepido em evaporacao que sozinho vou ficando
nesta minha descricao maquinas e maquinas
uivao na percepcao do homem que produz sem malicia
sem pedir
megabites,megahertzs, e outras definicoes vao sendo
mais usuais do que a beleza e ate o amor
sinto o electrico calafrio do desprezo da humanidade
do escritorio do autocarro e ando leproso no caminho da solidao
se assim for a ecletica malicia
predizer o meu destino erratico
sofrego padeceria num leito apodrecido
uivo bem alto que ninguem me dissera
que do som que emanei estatico
nasceria desta forma
um sussurrar de ouvido.

domingo, 22 de outubro de 2006

paralesia cerebral ,doenca que provoca apetite de viver e inibe o homem de reflectir sobre si mesmo

este e o diagnostico do meu paciente
analise que faco apos tempos de estudo
conclusao a que chego .
pobre nacao estas doente
digo o que me parece certo
o estado e grave e parece-me que tende a agravar
com drogas nao me parece que resolva pois a que tomam
tem efeitos devastadores a relegiao deveria ser detonada
fim a sua prescricao.
morrera assim
ao menos que seja feliz
aconselho o suicidio assim evita-se o genocidio
que grave
que grave

sinto de mim

sinto de mim
correio que nao chega ao seu destino
porteiro que se descuida
sinto de mim
correria asfixiante que arruino
no preludio de uma infancia falida
sinto de fim
as folhas que esvoacam neste outono
caem sem escrupulo povoando o chao
pedra qual ser absorvera outras lendas
sinto de mim
a paixao que alimento desta vida sem lesao
janela que se abre porta que se abre em fendas
sinto de mim
sinto de fim

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

refleccao apos dia de trabalho durante uma conversa com o paulo

estando nos a conversar cheguei a seguinte conclusao:
DEVEMOS SEMPRE SER CONSCIENTES DO QUE SOMOS,
POIS A CADA PASSO QUE DAMOS EM VEZ DE SER UM PASSO EM FRENTE,
ESTE PODERA SER,
UM PASSO EM FALSO!
fiquei com vontade de publicar este pensamento
pois nao poderia nenhum pensamento ser mais adequado ,
pelo menos para nos.............

terça-feira, 22 de novembro de 2005

ao meu pai

lembro de ver fotografia antiga ,
a imagem impressa sorriso discreto,
bem penteado cabelo ondulado para tras.
era moda.
solteiro pois claro ,transpirava um olhar de quem pensa com vigor.
vejo outra ja casado barba longa e mais pesado.
fez da vida o que quis ,cantou fado bebeu cafes , maltratou-se ,foi feliz.
tudo isto esta fotografia me diz , mas ,imagens trago eu na caixa do pensamento
de quando brincamos depois do almoco, sempre sempre apressado fuga contra tempo.
fui crescendo com a imagem de um grande homem .
sempre forte mas cansado.
sempre atento mas por vezes desmotivado.
agora eu ,que sou um homem que convive com este homem ,amiro a coragem.
desprezo quem com vigor sempre lutou contra, o que por ser seu pensar ,por dar a sua vida, por defender ideais, lutando ate contra esses ideais deu razao a minha admiracao ,
do meu pai homen do seculo xx.
num pais de lesmas.
homem do mundo a sua imagem este e o meu pai
este sou eu

quarta-feira, 16 de novembro de 2005

Ane Li o outro lado do sol

como ventos que se encontram
mares que se cruzam seremos
barcas voadoras que remam
contra gigante mares ermos

barcas voadoras que remam
ira solene odio rir
polen da flor de mim seras
a face rosada a sorrir

e de la raios seus emanam
nao sou cristo nem barrabas
forte como tu encandeias

ofuscando o nosso amor
seras mae mulher amada
corda forte atordoada

introspeccao

grito bem alto desaforado!
chao de pes mascara fluente.
risos petalas de rosa .
trigo maduro sol escaldante!
fervo agua queimo ripas,
canto passaro primavera!
dou por mim desanimado.
falta chama falta prosa.
tal crianca sou quem fitas!
sou cavalo sem quimera!
cavaleiro despojado!
es a flor de que cuido,
no canteiro milenar.
em que vivo morro,
e nao posso acabar !
sem olhar o sol escadante ,
do deserto em que vivo,
travessia torturante !
rosa espinho cru !
vermelho! sangue! lembra ,
o leito em que me perdi.
sou carne velha! mas tenrra !
calice de vida em ti!
pedregulho cimento e cal,
elementos que vivi!
es a flor que cuido em mim.

terça-feira, 15 de novembro de 2005

patria sangue

um verso coado no filtro da vida
um verso manchado no rio da sabedoria
um ser inacabado disforme insipido
uma faca que sangra o veu despido
e nu de face amachucada enxovalhada
contrapondo a vida em sobria correria
contra o vento contra o tempo
o vento que afasta, o tempo ,que distancìa
o homem grande o homem pequeno a morte
resto que fica e marca o sentimento fùtil
o barril de polvora o linguajar as vestes
tudo isto e efemero
ah!PATRIA SANGUE!!

vestes as roupas da mulher fertil
pariste um lagarto no altar
sangraste uma galinha ,para que?
corres no tunel do tempo contra ti
contra tudo contra todos .
amaste todos os homens com o mesmo fervor
e so ,sempre so, dormiste com todos .
filhos que lutaram por ti morreram !
homens que foram ao teu cerimonial morreram!
mulheres que por ti sofreram as maos da tua crueldade
es o centro convexo a ilustracao do que queres ser
mas passeias na avenida de mao dada com o odio!
ah!PATRIA SANGUE ! AH!PATRIA SANGUE!

quinta-feira, 3 de novembro de 2005

refleccao sumaria sobre o existencialismo

eu existo!
eu pressisto
eu isto .
eu aquilo.
eu nada.
eu tudo.
eu calado.
eu eu eu eu.
que merda !
que falta de cinismo ,extravagancia de ser.
a alma existe ?
o ser pressiste?
a faca nao consegue romper a carne comida dos
devoradores da existencia
as latas que batem
os caes que ladram
no meu funeral anunciado
eu existo!
que merda!

terça-feira, 1 de novembro de 2005

pudor

ela passa e fica ali.
sonho com ela discreta
passa e fica ali .
secreta!
ela faz que chora .
mas ri .
danca com o vento a lua.
ela e o icone fragil.
venero-a!
guardo a sua imagem.
rasgo do meu passado todas as outras imagens !
fragmentos que queimo sem fogo.
fogo que so arde para mim .
e vejo-a discreta
nua .
a pele a reflectir todos os raios de sol,
que alimentou todos os meus veroes.
saio a rua em sobressalto,
desmaio !
acordo, respiro o pouco ar que tenho ,
grito !
mais alto que o ruido da noite .
sinto-me enfraquecer, chego-me a ela ,
e a voz que antes rompera a velocidade do som ,cai em redondo e fico somente com a sua imagem!

dissolucao

a erva que rompe de um solo mineralmente puro.
o sal que deposita nas margens beijadas do sol na salina .
dadivas inquestionadas da natureza .
perpetua irmandade .
severa a face que alisada por ter sofrido da erosao da memoria .
cai em rebolao e a descida parece sem fim .
damo-nos calados !
damo-nos surdos!
damo-nos !de inocencia !
escarnio da era dos perdidos .
sofrega cidade de amantes da decadencia .
sofridos.
arrebatados .
sem pressistir na demencia a que sujeitos nos enconchamos como desaparecendo
deste horizonte perfido que inala morte!
destruicao !
sangue das facas afiadas,
na pedra do temnpo reflexo da imagem negra do ser .

sábado, 4 de junho de 2005

canta uma cigarra

la na minha aldeia,desculpem ,eu tenho uma aldeia
acho que tenho pois eu nasci la !
dizem os mais antigos que quando uma cigarra canta
alguem ,morre ?
que triste .
penso que quando alguem canta e pesso desculpa a cigarra , algo de mau nao pode acontecer .
rasgo a minha ligacao
canto uma cancao ,corro sem destino
vejo o sol a descer de dentro de as nuvens que rasgam de branco o azul calmo do sol.
algo se encanta em mim
de so a cigarra canta .

domingo, 1 de maio de 2005

como se fosses tu

como se fosses tu !
sol de mil estrelas
alimento suave
da face suada
da alma acabada
consomes o meu ser
destrois os meus sonhos
fico aterrado
acabado
conquistado
o sangue meu ja nao e
do sal da terra purificado
os tons brancos da vida
o suar de um cavalo
como se fosses tu!

la no jardim

olho e nao vejo
sinto e nao percebo
acendo um cigarro
sonho com o beijo
que tive conquistado
batalha perdida
olho e nao vejo
conquistado o cigarro
que dentro do carro
acendo o sonho
conquistado o beijo
que tive e nao sinto
olho e nao vejo

terça-feira, 23 de novembro de 2004

desafio

este e o desfio que lanco hoje todos os meus leitores devem enviar uma receita nao importa de que
este e um desafio

corro corro sem parar

corro corro sem parar!
cavalo a solta carro perdido
livre sem medo lacerado
agua que desliza no caminho sao!
pedra que se afasta com venia
e deixa passar o perfume volatil da morte.
petalas de flor de lotus carmim e seda
luar incendiado fervor de mil sois !
serpente atordoada que morde e morde e morde ...
quadro pintado sem amor de tres dimensoes
chicote nas costas do escravo, o navio chegou !
e a barca la vai .
corro corro sem parar.

domingo, 21 de novembro de 2004

existem dias bons !

existem dias maus!
so me apeteceu escrever isto!

sexta-feira, 19 de novembro de 2004

as desgracas de um outono mal acabado!

as cozinhas em si sao espacos de convivencia extrema .
este e um facto que ja ninguem discute ,serio ou nao .
as estacoes do ano ja nao trazem desvaneios ate porque a globalisacao esta ate a atingir as estacoes do ano .
o inverno sucede naturalmente o outono, mais rigoroso na sua declaracao de frio , chuva , neve e outros confortos proprios desta estacao , a sussecao na cozinha e identica o que todos tememos e um outono mal acabado ou um verao muito quente a natural sucessao deixa de ser natural dadas as condicionantes do susessor e do sussedido farssa ancestral que derruba montes e faz estragos .
o medo paira no ar e este nao se pode confiar e somente ar!

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

o medo e o seu reflexo o espelho que a agua e disfigurando as imgens dando-lhe outras linhas de contorno

sentado num banco de madeira daqueles que precorrem a rua fazendo de si a sua mobilia intervalados pelos esguios postes de candeieiro,iluminando a rua com a palida luz caracteristica das cidades mais cosmopolitas.
nao! nao e o caso esta ate e uma aldeia de interior mas por propria vaidade vai copiando as malfadadas cidades .
esperava e olhava em volta e de subito senti-me invadido de um estranho olhar nao o captara mas ele sim e ali fiquei sentado num banco de madeira daqueles que precorrem a rua fazendo de si a sua mobilia intervalados pelos esguios postes de candeieiro.

o medo e o seu reflexo o espelho que a agua e disfigurando as imgens dando-lhe outras linhas de contorno

sentado num banco de madeira daqueles que precorrem a rua fazendo de si a sua mobilia intervalados pelos esguios postes de candeieiro,iluminando a rua com a palida luz caracteristica das cidades mais cosmopolitas.
nao! nao e o caso esta ate e uma aldeia de interior mas por propria vaidade vai copiando as malfadadas cidades .
esperava e olhava em volta e de subito senti-me invadido de um estranho olhar nao o captara mas ele sim e ali fiquei sentado num banco de madeira daqueles que precorrem a rua fazendo de si a sua mobilia intervalados pelos esguios postes de candeieiro.

quarta-feira, 10 de novembro de 2004

o nascimento de uma atmosfera diferente

10 de novembro de 2004 depois de criado o espaco a demanda seguinte sera o descanso.